domingo, 17 de fevereiro de 2019

Ódio mais forte que a razão: Gustavo Bebianno pode ser o Pedro Collor de Bolsonaro. Será?

Há diferenças continentais entre um caso e outro separados por um hiato de 27 anos. Joaquim de Carvalho é o autor do texto que segue abaixo e o leitor pode fazer um comparativo entre as duas situações.
É sempre bom lembrar que o solavanco provocado por Carlos Bolsonaro tem um quê de proposital, parece que a real intenção era tirar o foco de outro assunto que nem de longe passa pelo laranjal do PSL.

Texto de Joaquim de Carvalho:

O episódio que levou à fritura e a anunciada demissão de Gustavo Bebianno faz lembrar a briga que levou ao impeachment de Fernando Collor de Mello, em 1992.
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Fernando Collor tinha um irmão, Pedro, que fez as primeiras denúncias que levaram à abertura de uma CPI para investigar as traficâncias de Paulo César Farias, tesoureiro e amigo do então presidente.
Pedro sabia muito, e o que o levou a detonar um irmão nunca ficou claro. Há algumas hipóteses:
Um jornal que PC Farias montou em Alagoas para concorrer com o veículo da família Collor.
O ciúme de Pedro Collor, incomodado com as insinuações de que sua mulher, Tereza, teria sido seduzida pelo irmão.
A tentativa frustrada de tentar concorrer com PC Farias nas traficâncias do poder.
Pedro, ao contrário de Gustavo Bebianno, não ocupava ministério, mas foi colocado para bem longe do governo quando tentou ser a eminência parda, concorrendo com o tesoureiro de Collor.
Nesse ponto, remete a Carlos Bolsonaro, que não tem funções no governo, mas quer estar sempre presente.
Alijado do centro do poder, Pedro Collor começou a dizer que detonaria o concorrente, PC Farias, e em off vazava os podres do tesoureiro do irmão.
A revista Veja, onde eu trabalhava na época, colocou um repórter para ficar na cola de Pedro, para convencê-lo a falar.
E um dia ele falou, e falou muito, e apareceu na capa da revista — “Pedro Collor conta tudo” —, em que dava detalhes da sociedade informal entre Fernando Collor e PC Farias.
Nesse ponto, remete a Gustavo Bebianno, que não é irmão de Bolsonaro, mas foi durante muito tempo um amigo próximo, talvez mais próximo do que um irmão.
Na época, o ódio de Pedro Collor era muito mais forte que a razão, e não houve quem conseguisse impedi-lo de falar.
E não faltaram tentativas.
O empresário João Carlos Di Genio, dono do Objetivo, muito rico, abrigou Pedro Collor em uma suíte de sua propriedade no Maksoud Plaza, o melhor hotel de São Paulo na época, e muita gente foi conversar com ele, todos alertando para o estrago que a entrevista provocaria.
Fernando Henrique Cardoso, na época senador, telefonou para a revista tentando evitar a publicação da entrevista.
Entre outras coisas, disse que as instituições brasileiras não estavam preparadas para a revelação de que o país tinha um presidente corrupto.
“Os militares podem voltar”, chegou a dizer.
O ministro Jorge Bornhausen, um dos principais auxiliares de Collor, foi até a editora Abril para saber o que seria publicado.
Travou-se o seguinte diálogo, que o jornalista Mário Sérgio Conti reproduz em seu “Notícias do Planalto”.
Bornhausen quis saber se havia fatos graves relatados por Pedro Collor.
— De que tipo, ministro? — perguntou Mário.
— Por exemplo, tem corrupção?
— Tem.
— Tem drogas? — prosseguiu Bornhausen.
— Tem.
— Tem sedução?
— Tem.
— Tem rabo?
— Como ministro?
— É, tem rabo, homossexualismo?
— Não, não tem.
Num raro momento em que pareceu se arrepender, Pedro assinou procuração para um advogado que tentou uma medida cautelar para impedir a publicação dessa entrevista bombástica.
Já era tarde.
A edição saiu e aquela foi uma das mais vendidas da história da revista. Alguns dias depois, Pedro Collor oscilou entre as iniciativas de ataque ao irmão e o recuo.
Parecia querer emparedar Fernando Collor, mas não derrubá-lo. Era contraditório.
Mas, uma vez que acendeu o pavio, não conseguiu impedir que o barril de pólvora explodisse, e a explosão veio através da reportagem da revista IstoÉ que apresentou cópias de documentos bancários que ligavam Collor a PC.
Vinte e sete anos depois, Bebianno está sendo afastado por motivos que ainda não ficaram muito claros.
De uma coisa, pode-se ter certeza: não tem nada a ver com o esquema de laranjas do PSL.
Se fosse esse o motivo, outro ministro, o do Turismo, teria sido fritado há mais tempo, já que os indícios de envolvimento de Marcelo Álvaro Antônio com o desvio de dinheiro público do Fundo Partidário são muito mais fortes, e anteriores.
Caso decida ser o Pedro Collor da vez, Bebianno não terá dificuldade de conseguir veículos que lhe dêem espaço.
Sua proximidade com a TV Globo é notória, e esse teria sido um motivo (nesse caso, plausível) para o distanciamento de Bolsonaro.
Bebianno marcou uma reunião com o vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo, Paulo Tonet Camargo, no Palácio do Planalto.
“Como você coloca nossos inimigos dentro de casa?”, disse Bolsonaro, em mensagem transmitida por áudio ao ministro.
Tonet Camargo ocupa um cargo com nome pomposo, mas o que ele faz é lobby, na cúpula dos três poderes.
Um antecessor dele, Evandro Guimarães, era chamado de senador, por interferir nas votações do Congresso, acelerando projetos e vetando nomeações, como a de um deputado evangélico que seria presidente da Comissão de Comunicações, ainda durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.
Com receio do crescimento da Record, a Globo não queria evangélico nessa comissão que decidia (e decide) sobre concessões e renovações de concessões na área de rádio e TV.
Como Globo se tornou inimiga e a Record, mais que a amiga, o áudio de agora é o tipo de mensagem que Bolsonaro não gostaria que se tornasse pública.
Mas se tornou, através de publicação de uma nota na coluna Radar, da Veja.
E está mais do que na cara de que quem vazou foi Bebianno, já que não faz nenhum sentido que a iniciativa fosse de Bolsonaro.
Pelo visto, foi só um aperitivo.
E mostra que, a essa altura, o já quase ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência não está se importando muito para permanecer no cargo.
Se tivesse, não teria vazado o áudio.
Parece o início de uma guerra.
Haverá forças de lado a lado tentando conter ou soltar Bebianno.
Quem conhece os bastidores de Brasília poderia apostar que o ex-amigo de Bolsonaro não ficará quieto.
Na sua campanha eleitoral, Bolsonaro usou e abusou de um versículo bíblico — “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.
Se ele conhecesse mais a fundo a Bíblia, saberia que há um provérbio que desaconselha briga com amigos ou irmãos muito próximos.
“O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como os ferrolhos de um palácio”, diz o provérbio.
Foi assim com Pedro.
Poderá ser assim com Gustavo.

Ódio mais forte que a razão: Gustavo Bebianno pode ser o Pedro Collor de Bolsonaro. Será?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

LIDERANÇA EMPREENDEDORA | Marilena da Silva | Educadora e Coach

Você já passou pela situação de se questionar se o seu modo de LIDERAR está gerando os efeitos e resultados esperados para sua empresa, para seu time e para você mesmo?
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LIDERANÇA EMPREENDEDORA | Marilena da Silva | Educadora e Coach

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Economia e Segurança devem ser prioridades na avaliação do Vice-Presidente


A nova agenda do Congresso, a modernização do Estado, prioridades fiscais, concorrência internacional e o que os empreendedores esperam do governo foram pautas discutidas em Seminário organizado pela revista VOTO.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Não vai sair da cadeia "nunca mais": Lula é condenado a 12 anos e 11 meses de prisão no caso do sítio de Atibaia

A juíza federal Gabriela Hardt condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na ação penal que envolve o sítio Santa Bárbara, em Atibaia. O petista foi sentenciado por supostamente receber R$ 1 milhão em propinas referentes às reformas do imóvel, que está em nome de Fernando Bittar, filho do amigo de Lula e ex-prefeito de Campinas, Jacó Bittar. Segundo a sentença, as obras foram custeadas pelas empreiteiras OAS, Odebrecht e Schahin.


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A Lava Jato afirma que o sítio passou por três reformas: uma sob comando do pecuarista José Carlos Bumlai, no valor de R$ 150 mil, outra da Odebrecht, de R$ 700 mil e uma terceira reforma na cozinha, pela OAS, de R$ 170 mil, em um total de R$ 1,02 milhão
Em interrogatório, Bumlai declarou não ter pago "nem um real" nas obras. O sítio de Atibaia está em nome do empresário Fernando Bittar, filho de Jacó Bittar, amigo de longa data do ex-presidente.
Em depoimento, Fernando Bittar negou que tenha pago a obra. "Eu não sei dizer se eles (Lula e Marisa) pagaram. Mas na minha cabeça…"
Apontado por delatores como o homem de confiança do ex-presidente que tocou a obra do sítio, o ex-segurança de Lula Rogério Aurélio Pimentel afirmou ter sido o "capataz" das reformas no imóvel e confirmou os pagamentos da Odebrecht.
Em alegações finais, a defesa do ex-assessor da Presidência da República afirmou que se ele "não sabia sequer as quantias que continham nos envelopes, tampouco possa se esperar que soubesse de eventual origem ilícita dos valores".

Ação

O sítio Santa Bárbara é pivô da terceira ação penal da Lava Jato, no Paraná, contra o ex-presidente - além de sua segunda condenação. O petista ainda é acusado por corrupção e lavagem de dinheiro por supostas propinas da Odebrecht - um terreno que abrigaria o Instituto Lula e um apartamento vizinho ao que morava o ex-presidente em São Bernardo do Campo. O processo também já teve a entrega de alegações finais e aguarda sentença

Prisão









O ex-presidente já cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão no caso triplex, em "sala especial", na sede da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba, desde 7 abril de 2018, por ordem do então juiz federal Sérgio Moro.
Lula foi sentenciado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo suposta propina de R$ 2,2 milhões da OAS referente às reformas do imóvel.
Não vai sair da cadeia "nunca mais": Lula é condenado a 12 anos e 11 meses de prisão no caso do sítio de Atibaia

'Pacote anticrime' de Sérgio Moro: advogados e juristas questionam pontos da proposta que pode beneficiar os "bandidos ricos"

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Medidas de Moro tem na teoria a intenção de atacar a corrupção e o crime organizado. Na prática pode favorecer crimes do colarinho branco e não tem nenhum capítulo dedicado especificamente ao combate das causas que agravam a violência urbana que assola o país. 
Não apresenta nenhuma solução para a questão carcerária que estão se tornando verdadeiros escritórios do crime. 
"Se este projeto (como um todo) passa, o que teremos é um aumento considerável da população carcerária e, como efeito óbvio, um enorme número de novos membros a serem recrutados pelo crime organizado e pelas organizações criminosas", disse Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.
A americanização da justiça brasileira é outro ponto questionável, a "Plea bargain" introduz no direito brasileiro uma figura que ainda não existe por aqui: o acordo (mediante confissão) com o Ministério Público. Nos Estados Unidos, este instrumento é chamado de "plea bargain".








Nesta modalidade, o réu confessa sua culpa diante da acusação, e o Ministério Público não chega a apresentar denúncia - o que evita um novo processo judicial. Em troca da confissão, o Ministério Público pode negociar benefícios na hora de cumprir a pena.
Se levarmos em consideração os crimes da JBS e ODEBRECHT, se a "plea bargain" já estivesse valendo, bastaria Joesley e Marcelo confessarem seus crimes e nem processados seriam... 

'Pacote anticrime' de Sérgio Moro: advogados e juristas questionam pontos da proposta que pode beneficiar os "bandidos ricos"

Plantão de Polícia | L: Polícia Militar faz batida em Águas Lindas e acaba com festa que oferecia “rodízio open xeca”

O organizador do evento, cujo nome não foi revelado, acabou sendo levado para a delegacia após os militares encontrarem cerca de 50 gramas de maconha com ele. No Centro Integrado de Operações em Segurança (Ciops) de Águas Lindas, em depoimento, ele teria confirmado que o local funcionava como casa de prostituição e que havia contratado garotas de programa para participarem da festa. Acabou autuado por rufianismo, crime que tipifica a exploração sexual.
Reprodução
Duas mulheres também foram conduzidas à unidade para serem ouvidas. Elas contaram que foram contratadas com a promessa de receberem R$ 400 para fazer parte do grupo que faria sexo com os convidados da festa. Após prestarem depoimento, foram liberadas.
Ao fazer propaganda do negócio, o organizador informava que entre 15 e 20 mulheres seriam contratadas para atender os homens que pagassem pelos ingressos. “Uma noite inesquecível pra você se deliciar o quanto conseguir”, dizia o panfleto.
Plantão de Polícia | L: Polícia Militar faz batida em Águas Lindas e acaba com festa que oferecia “rodízio open xeca”

Denúncia da Folha de S. Paulo derruba Ministro do Turismo de Bolsonaro acusado de usar laranjas para desviar dinheiro público

"Nossa bandeira jamais será vermelha", a frase virou uma espécie de mantra da extrema direita desde as últimas eleições, mas em pouco mais de 30 dias de governo Bolsonaro pouco destaque teve o verde-amarelo e a cada dia a nação foi percebendo uma tonalidade laranja permeando o Planalto e adjacências da família do Presidente.
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Em ato assinado pelo Ministro da Justiça, Sérgio Moro, o Governo exonerou Marcelo Álvaro Antônio do cargo de ministro do Turismo, conforme publicação no Diário Oficial da União na madrugada desta quarta-feira (6). Sem dar maiores esclarecimentos o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse, no entanto, que ele retornará ao posto após assumir o mandato de deputado federal. “É para tomar posse como deputado. Ele volta após as formalidades da Câmara dos Deputados”, afirmou o também suspeito integrante do governo.
De acordo com matéria da Folha de S. Paulo, Álvaro Antônio teria usado candidatas "laranjas", nas últimas eleições, para conseguir verbas públicas de campanha.
Ainda segundo o jornal, quatro candidatas à Câmara Federal pelo Estado de Minas Gerais obtiveram, juntas, pouco mais de 2 mil votos. No entanto, receberam do PSL, partido ao qual são filiadas, R$ 279 mil para serem usados na campanha. Apesar da votação insignificante, elas estão entre os 20 candidatos do partido que mais conseguiram dinheiro público em todo o Brasil.
Movimentações nas contas de Lilian Bernardino (196 votos), Mila Fernandes (334 votos), Débora Gomes (885 votos) e Naftali Tamar (669 votos) levantaram suspeitas quanto à possibilidade de elas terem sido usadas como "laranjas" pelo deputado federal mais votado do Estado e escolhido ministro do Turismo de Jair Bolsonaro, Marcelo Álvaro Antônio (PSL). É ele quem também comanda a legenda em Minas.
A reportagem visitou as cidades de Ipatinga, Governador Valadares, Timóteo e Coronel Fabriciano, na região do Vale do Rio Doce, para investigar as informações prestadas pelas candidatas à Justiça Eleitoral.
As quatro teriam passado parte da verba recebida - R$ 85 mil - para Álvaro Antônio, já que o dinheiro, de acordo com repasses realizados por elas, foram parar nas contas de empresas que são de assessores, parentes ou sócios de assessores do hoje ministro.
Além delas, uma quinta candidata do PSL de Minas, Cleuzenir Souza, recebeu do partido R$ 60 mil de recursos públicos e obteve 2.097 votos. Ela não declarou gastos com nenhuma empresa vinculada ao ministro e, durante a campanha, registrou um boletim de ocorrência em que acusa dois assessores de Álvaro Antônio de cobrar dela a devolução de metade do valor. O fato foi noticiado em dezembro último, pela coluna Mônica Bergamo, também da Folha.
Marcelo Álvaro Antônio tem 44 anos e foi reeleito para o segundo mandato como deputado federal, com 230 mil votos. Nascido em Belo Horizonte, foi vereador da capital mineira antes de se eleger deputado pela primeira vez, em 2014. O ministro já foi filiado a PRP, MDB, PR e, neste ano, migrou para o PSL, partido de Bolsonaro. Ele integra a frente parlamentar evangélica no Congresso Nacional.
O ministro do Turismo foi procurado, na última segunda-feira (4), e afirmou, por meio da assessoria, que “a distribuição do fundo partidário do PSL de Minas Gerais cumpriu rigorosamente o que determina a lei” e que “refuta veementemente a suposição com base em premissas falsas de que houve simulação de campanha com laranjas no partido.”
Denúncia da Folha de S. Paulo derruba Ministro do Turismo de Bolsonaro acusado de usar laranjas para desviar dinheiro público

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Ex-Governador do PSDB, Beto Richa, é preso no Paraná em desdobramento da Lava Jato

Beto Richa, ex-governador do Paraná FOTO: Orlando Kissner/ ANPrBeto Richa, ex-governador do Paraná, é preso a pedido do Ministério Público Federal. Ele é investigado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, associação criminosa e recente obstrução das investigações.


De acordo com as investigações, o ex-governador Beto Richa foi beneficiário de pelo menos R$ 2,7 milhões em propinas pagas em espécie pelas concessionárias de pedágio do Paraná e por outras empresas que mantinham interesses no governo. O ex-governador foi preso em casa. 
De acordo com a Justiça Federal, por volta das 7h ele foi localizado em sua residência. O contador da ex-primeira dama Fernanda Richa, Dirceu Pupo Ferreira, também foi preso preventivamente na mesma ação da PF.
Ex-Governador do PSDB, Beto Richa, é preso no Paraná em desdobramento da Lava Jato

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Militares venezuelanos juram lealdade a Maduro e rechaçam "ingerência externa"

Militares de várias regiões da Venezuela manifestam apoio a Maduro Comandantes militares de várias regiões da Venezuela vieram a público, na manhã de hoje (24), para jurar lealdade ao presidente Nicolás Maduro, que reconhecem como chefe em exercício constitucionalmente eleito. Até a publicação desta reportagem, ao menos sete comandantes já tinham se pronunciado. Ao falar, cada um deles estava cercado por subordinados – alguns, por centenas de militares.



“Juramos lealdade à pátria, à Constituição e às leis da República”, disse o general Manuel Gregório Bernal Martínez, comandante da região que reúne os estados de Mérida, Táchira e Trujillo.

“Somos um país soberano, com autodeterminação. Somos um país democrático cujo presidente é eleito apenas por seu povo, que é soberano em relação às decisões do destino de nossa pátria e, por meio do voto livre e secreto, elegeu o cidadão Nicolás Maduro Moros como presidente”, acrescentou o general.

“Ratificamos nosso irrestrito apego à Constituição e às leis da República venezuelana. Rechaçamos categoricamente todo o tipo de ato ilegal adverso à vontade do povo soberano e a qualquer ato que atente contra a instabilidade da Nação”, destacou o general Víctor Palacio García, comandante da região de Los Llanos, que compreende os estados de Apure, Barinas, Portuguesa e Guarico.

García  ressaltou que as Forças Armadas da Venezuela se fundamentam em três pilares: a obediência, a disciplina e a subordinação. "Por isso, honrando a tradição de nossa instituição, somos a garantia de estabilidade, independência, soberania e paz. Neste sentido, só reconhecemos e ratificamos lealdade absoluta ao presidente constitucional Nicolás Maduro Moros”, acrescentou.

O comandante da Região Estratégica de Defesa Integral Central, que abarca os estados de Aragua, Carabobo e Yaracuy, Domingo Hernández Lárez, também se pronunciou cercado por soldados, suboficiais e oficiais. Afirmando falar em nome dos “mais de 247 mil homens e mulheres do Exército, Armada, Aviação, Guarda Nacional e Milícias Bolivarianas pertencentes ao território sob seu comando”, Lárez disse que os militares “fiéis a suas convicções e juramento de fidelidade” proclamam lealdade e subordinação absoluta a Maduro. “Eleito pelo povo, é ele o único que ostenta o mando direto e supremo da Força Armada Nacional Bolivariana. Meu comandante, conte com esta região para apoiá-lo em seu esforço diário para lograr a estabilidade e o fortalecimento de nossa pátria.”

No mesmo tom, pronunciou-se o general Jesús Mantilla Olivero, comandante da região de Guayana (Amazonas, Bolívar e Delta Amacuro). Olivero ratificou “o compromisso, lealdade e subordinação ao presidente constitucional Nicolás Maduro”.
Militares venezuelanos juram lealdade a Maduro e rechaçam "ingerência externa"

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