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quinta-feira, 5 de março de 2015

Padre é suspeito de ser servidor fantasma da ALEGO: MP investiga a denúncia e diz que vai comunicar o caso ao Vaticano

De acordo com o promotor Fernando Krebs, ele vai pedir à Polícia Civil que instaure um procedimento para investigar se também houve crime de peculato, ou seja, apropriação indevida de dinheiro público.

Krebs afirma que também comunicará a denúncia ao Vaticano. 

“Vamos comunicar imediatamente para que as devidas sanções administrativas sejam tomadas, para que a conduta do padre seja apurada”, disse o promotor.

Popular entre os fiéis de Goiânia, Padre Luiz foi afastado, em maio de 2011, da Paróquia Sagrada Família, onde esteve à frente por 15 anos. Ele foi transferido para uma comunidade com cerca de 30 pessoas e proibido de celebrar missas para pessoas de outras paróquias. O afastamento foi motivo de protestos entre os católicos.

Um ano depois, já na Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus, no Setor Expansul, em Aparecida de Goiânia, ele voltou a reunir milhares de fiéis em suas missas e viu o número de presentes nas celebrações subir de 30 para cerca de 3 mil pessoas.

Funcionário efetivo desde 1980, sacerdote recebe salário de R$ 11,8 mil.

Conhecido por arrastar multidões às suas missas, o padre Luiz Augusto Ferreira, de 54 anos, é suspeito de ser servidor fantasma da Assembleia Legislativa de Goiás. Ele foi admitido em março de 1980 para o cargo de analista legislativo e recebe atualmente salário bruto de R$ 11,8 mil pelas atividades exercidas na Casa, mesmo sendo responsável por uma paróquia em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana. 

O Ministério Público Estadual (MP-GO) instaura, nesta quinta-feira (5), um inquérito civil para apurar a denúncia.

 A Arquidiocese de Goiânia informou, por telefone, que tomou conhecimento do emprego do padre na Assembleia Legislativa nesta manhã. Por isso, precisa de mais informações para se declarar sobre o assunto.
G1 - Padre é suspeito de ser servidor fantasma da Assembleia de Goiás - notícias em Goiás


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