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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A Itália não deve se negar a extraditar Pizzolato, apesar do Brasil não ter mandado Battisti para lá

Bandidos: a Itália não deve segurar um mala por lá como fez o Brasil
Conforme a PF, ex-diretor do BB ingressou no território argentino provavelmente no último dia 12 de setembro e depois percorreu 1,3 mil quilômetros até a capital do país, Buenos Aires. As investigações demonstraram que ele embarcou para Barcelona, na Espanha, em um voo da Aerolíneas Argentinas. De lá, informaram os policiais federais, seguiu para a Itália. A PF não sabe de que forma ele chegou ao território italiano.



Falsificação
Segundo a PF, assim que perceberam que o ex-diretor do BB poderia ter fugido do país, as autoridades policiais brasileiras pediram a todos os países da América do Sul se havia registro de entrada de algum homem com nome de Henrique Pizzolato e todos disseram que não.


"Não havia registro de saída de Pizzolato. A América Latina deu informações de que ele não havia ingressado ou deixado o território. Faltava uma peça", disse delegado da PF Rogério Donati.
A peça que faltava para o desenrolar da investigação foi dada pela PF da Itália. "A PF da Itália informou que um irmão de Pizzolato havia pedido no ano anterior status de italiano residente na Itália, e não mais de italiano residente no exterior", relatou Luiz Cravo Dórea, coordenador-geral de Cooperação Internacional da PF.

De acordo com o delegado da PF, Pizzolato usou documento de identidade no nome de Celso Pizzolato, irmão dele, para fazer passaporte, título de eleitor e outros documentos. Celso morreu em 1978, com 24 anos. A falsificação do RG do irmão, que foi o ponto de partida para elaborar os demais documentos, ocorreu em 2007.
"A polícia federal informou que um irmão de Pizzolato havia requerido pedido no ano anterior status de italiano residente na Itália e não mais de italiano residente no exterior. Verificamos que Celso Pizzolato havia morrido há 36 anos. Faleceu em 1978 em um acidente automobilístico na região de Foz do Iguaçu. Ele morreu quando tinha apenas 24 anos de idade", disse o oficial de ligação da política italiana no Brasil.
Extradição
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta quarta (5) que tomará "todas as providências necessárias" para que o ex-diretor de Marketing do BB seja extraditado da Itália para o Brasil. "Uma vez que há mandado de prisão, comunicaremos ao Supremo da prisão e tomaremos todas as medidas necessárias [para que Pizzolato cumpra a pena no Brasil]", afirmou.
Após a prisão de Henrique Pizzolato vir à tona, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, informou, por meio de nota, que já iniciou as providências para pedir ao Supremo a extradição do ex-diretor de Marketing do BB, condenado no processo do mensalão que estava foragido e foi preso na Itália.
Janot destacou, na nota, que cabe ao procurador-geral provocar o Supremo e o Ministério da Justiça para a formalização do pedido de extradição.
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